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Enjoy!



Na época em que Faculdades Federais eram apenas um sonho, tudo parecia tranquilamente bem.

O problema é que hoje em dia, ano de 2009, século XXI, Faculdades Federais são necessidade, e não apenas um desejo. E eu não consigo deixar que isso me contamine.

Algo definitivamente não está certo: eu tenho apenas 18 anos e já gostaria que meus dias tivessem 30 horas para que eu pudesse fazer todas as minhas obrigações e ainda ter tempo de ser feliz. Essa é a vida que eu aprendi (durante 2 meses em São Paulo) que não quero ter no futuro. Mas espere, estou tendo esta vida stressante e sem entusiamos (que condeno) agora mesmo. E o que fazer para me livrar dela? Enterrar meu sonhos (ou minhas necessidades) de estudar numa Federal para que eu possa ter mais tempo para mim. Mas isto não seria ainda pior? O que é mais angustiante: desistir de um sonho e carregar uma enorme carga de frustração, ou estragar minha vida presente em busca de um futuro melhor?

Tenho medo de fazer a escolha errada... E pelo que eu me conheço, provavelmente farei.



Escrito por Bê às 13h47
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Cara, alguém me diz pq falta tanto homem nessa cidade?

Opções para não acabar sozinha:

- Ficar ocasionalmente com algum idiota que realmente não dá a mínima pra voce.

- Ficar frequentemente com algum galinha e correr o risco (ou correr a certeza) de ser "traída" -> se é que se pode falar em traição nesta complexa relação de (des)afinidade que é FICAR.

- Arrumar algum carinha legal pra ficar frequentemente, mesmo que ele não seja perfeito.

O problema é quando voce percebe que o carinha legal é muuuuuuito menos imperfeito do que você imaginava. Daí voce começa a se perguntar pq está com ele, pq o mundo conspira contra uma relação amorosa legal na sua vida, pq o carinha TEM que ter um defeito tão grave e não simplesmente ser perfeito... Depois de algum tempo você começa a questionar, inclusive, a esfericidade da Terra --> neste ponto, você deve parar e respirar.



Escrito por Bê às 21h58
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obs. Grande descoberta do dia: dá pra mudar a fonte e tamanho da letra dessa birosca! O que é uma grande novidade para mim, já que sou a única leitora do blog e ainda pareço entusiasmada com isso! haha

Ok ok, eu concordo que o último post foi excessivamente melodramático. E já que hoje não estou num dia particularmente melodramático, vou escrever alguma coisa diferente. E para a alegria de todos (todos?) não escreverei sobre experiências amorosas, coisas lunáticas ou críticas indiretas a pessoas que conheço. Talvez este possa ser o post mais interessante e mais cheio de conteúdo realmente útil que já postei.

São Paulo: a cidade das oportunidades (ilusórias).

E quem nunca se sentiu instigado pelo desconhecido? Quando a vontade de experimentar o novo é tão grande que torna sua (pequena) noção de que se pode falhar quase superficial. Desta forma, embebedada por uma certa ilusão de positivismo, fui. Eu sabia (teórica e superficialmente) que encontraria grandes obstáculos e enfrentaria sentimentos que jamais fizeram parte do meu acervo emocional. A necessidade de descobrimento parecia compensar tudo isso.

As grandes avenidas movimentadas pela agitação das pessoas paradoxalmente presentes, fizeram-me sentir o genuíno significado da mais clichê das frases: "estar sozinho em uma multidão". Isso não se aplica somente às avenidas, metrôs e ônibus intermináveis, mas ao próprio cursinho, onde a competição por uma vaga na universidade é mais importante do que o próprio convívio social. As pessoas se excluem socialmente para se expandirem intelectualmente, não concordo com a eficácia do processo, mas...

Além disso e do excesso de responsabilidade (que despencou do céu como uma bomba atômica) eu descobri o quanto as pessoas podem ser más, egoístas e dissimuladas (outra coisa que eu sabia apenas na teoria) e o que é pior, o quanto elas podem estar próximas de mim. O mau caráter das pessoas é algo que me deixa profundamente irritada (mas que, nos meus momentos de raiva, parece uma solução bem mais fácil do que ser a pessoa boa da situação). [a continuar]



Escrito por Bê às 21h48
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A grande lição é: não critique aquilo que vc não conhece e que não consegue superar.

É incrível como os pseudointelectuais (grupo do qual eu tenho imenso desgosto de me incluir) gostam de criticar toda e qlqr pessoa que faça uma faculdade particular, ele mesmo não sabe nada e ainda se acha no lugar de criticar um semelhante.

Eu entrei no cursinho achando que (milagrosamente, quase utopicamente) iria mudar de vida, iria expandir meus conhecimentos miseráveis e ser capaz de entrar em uma faculdade pública e esfregar isso na cara de quem achou que eu não era capaz (ou simplesmente na cara de quem eu não gosto). E, principalmente, agradar aqueles que puseram expectativas em mim por que, por alguma força do sobranatural, acharam que eu tinha capacidade de ser ALGUÉM NO VESTIBULAR e fazer uma faculdade onde não estudam seres humanos de massa encefálica primitiva.

Mas aí o destino age sobre mim, mostrando que o fato de ter ido para o cursinho não faz de mim menos vagabunda, menos intelectualmente inferior do que eu era ano passado. Ou seja, eu continuo a mesma porta de madeira podre cheia de cupins que eu era ano passado, mas com um diferencial, agora eu me sinto iludida, sinto que realmente posso passar numa federal (pobre de mim). Daí surgem os simulados, aquilo que me separa previamente das pessoas inteligentes, e daí vem a crise existencial pós-simulado.

Qual é o sentido de toda essa loucura pra entrar numa federal, afinal?

Acho que é pra se sentir superior mesmo, uma questão de vaidade. Quem entra nas federais usam o nome de suas faculdades como uma roupa de grife, pra exibir pros amigos.

Mas fazer um ano de cursinho pra entrar na particular é A MAIOR HUMILHAÇÃO da vida adolescente de algm consciente dos dias de hj.



Escrito por Bê às 21h56
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É bom ter o apoio emocional, físico e o que quer que seja da sua família quando você sabe que não confia plenamente em mais ninguém da sua cidade.  Sim, estou passando por uma crise social e há muito tempo eu não sabia o que era passar finais de semana seguido de finais de semana em casa jogando The Sims e, subconscientementem, transferindo aqueles seres graficamente desenhados as preocupações que eu deveria estar tendo com a minha própria vida!

Aos poucos eu percebo o quanto os efeitos negativos de ser íntimo a uma pessoa são maiores que os efeitos positivos se eu não tomar os devidos cuidados. Aliás, acho que a resposta é ser o menos íntimo possível das pessoas a sua volta. E isso inclui meus amigos (que amigos?).

Sim, fiz uma decisão importante e me afastei da maaaaioria das pessoas com quem eu convivia (meu círculo social fútil) e com quem eu frequentava os lugares que é preciso frequentar quando você quer ter uma vida social bem sucedida. Isso quer dizer, lugares cheios de patricinhas e playboyzinhos fúteis e superficiais. E sabe, não tem sido tão ruim passar tanto tempo em casa. Algo me diz que daqui algumas semanas eu estarei implorando para voltar para casa. Casa = pai + mãe + tranquilidade - círculo social fútil.

Espero que em São Paulo eu possa fazer um novo começo com as pessoas, diferente de aqui, tomar todas as precauções e evitar as mesmas discórdias (e o mesmo tipo de pessoas falsas).



Escrito por Bê às 05h04
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Esta cidade está ficando muito pequena pra mim. E QUE VENHA SÃO PAULO!



Escrito por Bê às 22h00
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Tem algo muito errado comigo.

Acabei de trocar uma balada por ficar em casa num sábado a noite estudando matemática e lendo livros.

Ou, isso pode ter sido reflexo do descobrimento da falsidade em certas pessoas. Bem, isso com certeza me afastou da panelinha e, de certa forma, me mostrou novamente os prazeres de  ficar em casa aproveitando o tempo de outra maneira que não seja me encontrar com elas (pessoas asquerosas) e fingir que desfrutamos de uma amizade genuína (o que absolutamente não fazemos).

Meu horóscopo diz para eu não me excluir das pessoas.

Mas isso realmente faz diferença na vida de alguém que vai sair desta miníscula e insignificante cidade cheia de pessoinhas de mentes igualmente classificáveis e vai para SÃO PAULO?! Não. Acho que é por isso que eu tenho agido com certo desprezo em relação a alguns acontecimentos e algumas dessas pessoinhas (odeio a palavra "pessoinha" por que diabos eu estou usando?!)

Tudo que me interessa agora é Sampa. Não me importa se a maioria das pessoas que estou deixando aqui tenham uma imagem denegrida de mim, elas são só lixo. Quero focar no meu futuro, que é o que realmente importa.

Na verdade, fazendo uma retrospectiva, minha vida foi marcada pela procura de um grupo de pessoas com o qual eu realmente me identificasse, pessoas parecidas comigo, mas a verdade é que isso nunca passou de uma utopia-afetiva, pois nunca encontrei quem me agradasse desta maneira. E quando surgia a esperança de ter encontrado, não, a tal pessoa não passava de um falso, interesseiro, manipulador. E a mesma história tem sido contada há anos.

Isso não é tão pessimista quanto parece, devido ao fato de São Paulo chegar na melhor hora que poderia ocorrer. Pois é, o destino fecha portas mas abre janelas (alçapões, vidraças, buracos, chaminés e tudo mais...)



Escrito por Bê às 21h43
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A hipocrisia.

É engraçado como somos capazes de praticar tanto a hipocrisia e ainda a condenarmos de tantas formas (o que nos torna duplamente hipócritas). Eu acredito que existe uma certa ironia na hipocrisia e é impressionante como ela nos persegue. Para que você faça algo, basta condenar tal coisa por bastante tempo, a força do destino será inevitável. Deve existir algo no subconsciente de cada ser humano que deseja que ele faça aquilo que sempre condenou, mesmo que para isso seja preciso estar visivelmente bêbado. E não adianta, estar bêbado não é desculpa para fazer algo, é apenas um empurrãozinho naquilo que íntimamente sempre se quis experimentar. Outro fato igualmente inacreditável é o poder do [b]Azar[/b] em todas as situações mundanas... Após praticar a sua hipocrisia (principalmente se ela tiver um alto grau de relevância na sua reputação em questão) você, obviamente, vai querer escondê-la de todos e quaisquer seres vivos que não aprovem sua atitude hipócrita. Porém, todavia, contudo... sempre, S E M P R E você encontra um indivíduo que está simplesmente na hora errada, no momento errado (e, na sua mente, também está no Universo errado) que vai comentar com os seus amigos sobre o raio do seu DELITO HIPÓCRITA seja por pura distração, seja por inocência ou pior... seja por pura degustação daquele momento (percebe que o Azar é uma lei que rege 90% dos acontecimentos?). Bem, isto vai absolutamente gerar uma situação constragedora, desagradável, INDELICADA onde você mentalmente xinga não somente a mãe daquela pessoa, mas todas as progenitoras da família em questão (!) e procura pela saída de emergência mais próxima, para se livrar dos olhares de suposta censura, logo após ter falado qualquer coisa para tentar (grife [b] tentar[/b] disfarçar.)

Decorrente deste episódio, existem algumas possibilidades.

1- As pessoas presentes no momento constrangedor realmente não se importam com o seu delito e não vão te julgar.

2- Elas não entenderam.

3- Elas entenderam PERFEITAMENTE o seu delito e interpretaram corretamente a sua atitude hipócrita, elas te condenam por isso, elas VÃO contar aos outros, destruindo o que restou da sua reputação. Porém, ahhhh porém... Você raramente vai saber se esta pessoa realmente é assim ou se ela simplesmente faz parte dos que não entenderam. E, assim, a sua reputação pode estar sendo destruída, massacrada, neste exato momento e você nem ao menos desconfia... Isso é ruim o bastante ou ainda tem mais?!

A questão é... Eu detesto ser hipócrita, mas admito, às vezes eu sou, e é reconfortante (ou assustador) pensar que todos no mundo são e muitos são muito mais do que eu. Ninguém é inocente e eu não sou a filinha do papai mais, é isso. As pessoas crescem, deixam de ser crianças, começam a fazer merdas cada vez maiores (e geralmente não aprendem com elas) e deixam de ser aquela criança inocente de outrora. É o mundo, afinal....



Escrito por Bê às 01h49
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Poor little me! So many ilusions for such a pretty girl... Why do I still belive in MEN?!



Escrito por Bê às 19h41
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Oh, feeling of rejection! Where did you came from?! Am I doing something so wrong?

 

I need a new boyfriend, NOW!

 

Sometimes I wonder if watching so many episodes of The Big Bang Theory and remembering of the time that I used to be a NERD is actually making me feel like one. And as the caracters, I used to be socially excluded and used to have no boyfriend (maybe that's the reason why I had my first kiss relatively late and it was with a guy who I didn't really enjoy that much and who kicked my ass 2 days later, but Nways...)

Usually, when I start to watch a serie and get really interested by its caracters and its story I sort of embody their thoughts and actions... Am I going mad? Well, its not that I start to actually BE someone else, but I start to think a little diferently. Plus: when I was watching Gossip Girl at TV (that was before I realised that on internet remains so much more episodes available, what a fool...) I considered the idea of being a out-of-mind-manipulator just like Blair because it could make me feel so much confident and powerful... Ok, I'm overreacting. But I really began to wonder of how a girl like that would feel. And I concluded that it's not worth it.

But, retaking the first issue, I feel like alone, lost, and not-powerful (socially speaking). And I'm also afraid of losing my opportunities of grabbing someone. I have to focus, acting naturally, nothing overreacted, just be myself.

 

Relax, baby.



Escrito por Bê às 00h32
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Eu não entendo como as pessoas podem ser tão cheias de si e ao mesmo tempo tão insignificantes (para não dizer "indignificantes"). Eu, particularmente, uma garota que não tem o mínimo conhecimento a respeito do mundo em si (e, especialmente, deveria entender um pouco mais sobre malícia das pessoas) e que não faz idéia no que a própria vida vai se transformar daqui alguns anos. Isso é bom? Isso é ruim? Todos têm esta mesma percepção medíocre sobre os dias que ainda não vieram.

Agora, tenho (algumas) amigas que não me agradam, definitivamente. E tenho outros, que me agradam,mas não sei o quanto posso confiar. No momento, acredito que todo e qualquer homem bem apresentável não se importa com nada mais além das próprias calças (digam "olá, eufemismo!") e que os de rosto razoavelmente agradável que realmente se importariam comigo nunca me farão querê-los, nunca me soarão apropriados. E o pior é que parece que será sempre assim, apesar de saber que as coisas mudam, mas eu realmente não conheço nada diferente e não sei até que ponto podem mudar.

Eu quero algo novo agora, já. Imediatista? Sim, por favor.

Estou cansada de tudo isso.



Escrito por Bê às 00h03
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Mulheres: seres essencialmente sensíveis e, portanto, claramente mais complicadas. Eu sei. O que é essa carência afetiva, esta necessidade de um romance que tanto tem me perseguido? Não adianta, secretamente, toda mulher sonha com um príncipe encantado num carro esporte vindo em sua direção. Mas a questão é: isso realmente existe? Até agora, minha experiência pessoal só me mostrou que:

1- este príncipe não existe

2- se houver alguma possibilidade de sua existência, ele vai passar por cima de você com o carro esporte.

Não é que a solidão tenha me corroído tanto que eu me apaixone pelo primeiro zé mané que vir. Aliás, isto não é completamente solidão. Eu tenho alguém aqui e ali, mas é como se não fosse nada, como se o saldo continuasse zero. Pois é, a vida sem uma paixãozinha não é vida.



Escrito por Bê às 19h34
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Pois é, o Natal já passou! Pelo menos o papai Noel trouxe o saco cheio de presentes pra mim \o/ (OMG, estou perdida no meio de tanta roupa). A festa não foi exatamente o que eu esperava, e os caras do camarote não eram EXATAMENTE gatos, e o open bar durou precisamente dois minutos,.sem considerar a muvuca homicida para entrar na festa, acho que se a Mega Sena liberasse o premio acumulado pro primeiro que chegasse na loteria, nao teriamos algo tao avassalador, fazia uma centena de mamutes assassinos apostando corrida parecer um ataque dos ursinhos carinhosos.

Mas o melhor, eu consegui controlar a respiracao e fazer com que aquele problema fosse pros ares. E NOSSA, como eu adoro balada de ferias nessa cidade. Analisando - antigamente  (quinta, sexta, setima serie) todo mundo achava aqueles caras do colegial O AUGE DO COOLNESS! Hoje que EU faco (ou fazia) parte do colegial, meus colegas ainda nem sabem andar em dois pes. Concluindo - eh soh nas ferias que aqueles caras que antigamente eram o auge do coolness (e que hoje em dia estao absolutamente e inacreditavelmente MELHORES) voltam. E sim, agora, depois de 6 anos podemos finalmente descolar a foto deles de dentro do guarda-roupas e esperar por uma chance! (Exagerei?)

Portanto, enquanto os bonitoes de verdade nao caem na nossa rede, por que nao se divertir com algum wannabe?



Escrito por Bê às 02h04
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Natal, natal, natal...

Enfim, hoje é dia 23 de dezembro, o que significa que amanhã a partir das 23h59 já podemos nos considerar no natal. Natal que mais tem cara de... Dia de Finados, ou algo do gênero. Juro (pelas minhas antigas e perdidas figurinhas) que se eu não tivesse calendários, as pessoas ao meu redor não conseguiriam me convencer de que estamos tão perto do Natal. O clima deste fim de ano está tão lúgubre, a começar pela crise mundial. Mas falando da minha simples e pacata vidinha, ALÉM da crise mundial, falta um pouco de dinheiro para os presentes, e este Natal tem cheiro de fracasso no vestibular, e não de comemoração em família (algo que, particularmente, não experimento com alegria há um bom tempo). Pois é. A Coca-Cola pode passar quantas propagandas comoventes com musiquinhas melosas bem entender, ainda não estou convencida de que é Natal (natal, nataaaal...)

Para piorar um pouco a situação, aquele trágico acontecimento do dia 5 de dezembro parece ter me atordoado mais do que eu posso imaginar. Quando o seu corpo aliado do seu subconsciente manda mensagens para alertar o seu consciente de que tem algo muito errado, é melhor ficar alerta. Talvez eu esteja realmente precisando de ajuda profissional, e sendo melodramática e extremamente preocupada como só eu, não hesitarei. Preciso de sorte, vou enfrentar este receio novamente no dia 25. Porém, com um pouco mais de calma, preciso aprender a me controlar. Não que seja algo que eu realmente consiga controlar, mas posso manter minha aflição e excitação num estado suportável se eu me esforçar. Preciso manter em mente que será uma ótima festa =) Afinal, o que importa SÃO AS BOAS LEMBRANÇAS!



Escrito por Bê às 20h29
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Conheço aqueles que pregam a seguinte frase na nossa filosofia cotidiana "se você ainda não foi traído, relaxe, um dia você será!" Isso é mesmo verdade? Será que toda vez que namoramos algum cara, as chances de levarmos um chifre são totalmente ativadas e o mundo conspira para que você tenha na cabeça algo mais do que uma mente inocente?

Todos os dias ouvimos aquela fofoca pertinente de quem anda traindo quem, qual homem anda pegando mais, qual mulher está sofrendo por qual homem... Falar mal da vida alheia, pelo menos pra mim, nunca foi me sentir aliviada porque aquela desgraça não está acontecendo comigo. Pelo contrário, a opinião social pesa e muito, um dia todas essas "amigas de fofoca" poderão estar falando sobre mim.

Sabemos. Há na natureza feminina uma força astronômica que nos leva a querer sempre o cafageste/galã/bonitão/idiota ao cara comportado/legal/nem-tão-galã. Ainda mais quando você inicia a sua vida com o universo masculino, qualquer conversinha e pronto, o desgraçado te deixa uma semana de cama por alguma bobagem. Mas, ainda bem, já passei da fase ridiculamente inocente da vida e entrei na inocentemente ridícula. A diferença? Na primeira, é normal que os erros mais bestas sejam cometidos, é na fase de 13-14-15-16 anos, se apaixonar por qualquer idiota é mais do que previsível! Na segunda, é a fase dos 18 aos 20 e poucos anos, quando você sabe que o sujeitinho está te iludindo, sabe que mais tarde ele vai jogar fora o miolo da maçã depois de se satisfazer com a polpa (você VAI levar um pé na bunda, amor), você sabe que ele não nasceu com todo aquele charme e ele não sabe sempre o que te dizer a toa, ele já praticou muito com as outras. E sabe por quê? Ele é um cafageste, e eles estão só interessados na parte superficial da maçã, quando ela acaba, eles não querem saber do interior. E pronto, tá tudo feito. Ele te jogou fora. Pobrezinha... Você sabia que isso ia acontecer, não sabia? É claro. E ainda sabendo da natureza daquele ser repugnante, ainda há uma esperança de que DESTA VEZ ele esteja sendo sincero!... Mas você bateu com a cara no muro, de novo, e ESTA VEZ será sempre, sempre a última! É incrível como conseguimos distorcer tanto o significado da palavra "último".

Agora, digamos que por algum milagre de Nossa Senhora da Bicicletinha, você conseguiu firmar um relacionamento com aquele príncipe dos sonhos! Dica: tente pesquisar sobre o passado do infeliz, se ele for do tipo que pegava todas, alerta! Nem se preocupe em levar galhos, você provavelmente já tem alguns.

Isso faz de todos os caras bonitões, um possível chifre na sua cabeça? Bem... acho que sim.

A estratégia então, seria namorar os caras comportados/legal/nem-tão-galã que anteriormente rejeitamos. Serão os nerds de hoje, os futuros cobiçados? Eu não seria tão dramática, francamente! Porque algumas mulheres passam a um estágio de amadurecimento, onde a beleza física simplesmente não importa (acho que é quando o casamento começa a te apressar) e outras simplesmente nunca vão mudar, antes sozinha do que com um cara feio. Ai ai, esse mundo...



Escrito por Bê às 20h30
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